A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) classificou a decisão do governo do Estado de retorno às aulas como obscura. Na sexta-feira (7), o governador João Doria (PSDB) adiou a volta às aulas para 7 de outubro, permitindo que escolas na fase amarela há mais de 28 dias possam reabrir em 8 setembro para algumas atividades. 

A diretora da subsede da Apeosp em Americana, Zenaide Honório, disse que a decisão do governador não traz mudanças ao cenário anterior. “É muito obscuro ainda. Não sabemos quem vai trabalhar nessas aulas, se o professor tem que dar atenção para os estudantes que não tiveram acesso ou se terão que trabalhar pelo ensino remoto, por exemplo. Ainda tem muitas incógnitas e preocupações de como vai ser essa volta às aulas”, afirmou. 

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Zenaide ressaltou que o país ainda passa por uma pandemia. “O capital está falando mais alto, o mercado, em detrimento à vida. É muito preocupante essa volta às aulas presenciais”, disse. 

O sindicato prepara uma live sobre o assunto para o próximo sábado (15). “Faremos uma live em defesa da vida e contra o retorno das aulas presenciais, das 16h às 18h, com especialistas da educação, médico sanitarista, enfermeira. Vamos envolver o maior número de pessoas para fazer esta discussão. Agora é hora de se proteger. Na escola tem criança, adolescente, adultos, idosos, os funcionários. É muito preocupante, os pais estão preocupados assim como nós com a segurança de todos”, destaca Zenaide. 

REGIÃO 

A Prefeitura de Americana disse que a Secretaria de Educação participou de reunião nesta segunda com representantes dos municípios da RMC (Região da Metropolitana de Campinas), “com o objetivo de tentarem tomar uma decisão colegiada sobre o tema”. 

Contudo, como a cidade está na fase amarela desde o último sábado (8), ou seja, há três dias, não é possível decidir sobre o retorno das aulas nesse momento e assim que for decidido, será devidamente comunicado”, informou. 

A Prefeitura de Hortolândia criou uma comissão especial para tratar da retomada das aulas presenciais ou finalização do ano letivo somente com aulas remotas, frente à pandemia do coronavírus. 

O objetivo da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia é dar voz a representantes de vários segmentos, convidando-os a participar da elaboração do documento, a fim de garantir múltiplas contribuições nos temas a serem discutidos sobre o “protocolo de biossegurança”. O objetivo, diz a prefeitura, é garantir a segurança física, biológica e a saúde dos alunos e de todos os profissionais da educação. 

Caso não ocorra o retorno das aulas presenciais, a comissão especial discutirá ações com objetivo de legitimar a finalização do ano letivo de 2020 para os aproximadamente 26 mil alunos da rede municipal e escolas particulares conveniadas no programa Bolsa Creche, dentro dos dispositivos e embasamentos legais. 

A primeira reunião da comissão foi realizada no dia 31 de julho, no Centro de Formação dos Profissionais em Educação “Paulo Freire”. Na pauta, as ações já desenvolvidas até agora, desde a suspensão das aulas presenciais em 23 de março. 

Também teve início o trabalho de avaliação do cenário municipal, para listar as condições necessárias para garantir todos os cuidados nas áreas de higiene, cuidados pessoais, individuais e coletivos numa possível volta às aulas presenciais. 

“Vários segmentos da sociedade civil e do poder público têm se reunido e continuarão se reunindo, organizando um planejamento, avaliando todo o cenário municipal, de forma a garantir educação de qualidade e, principalmente, a segurança da saúde dos nossos alunos e dos nossos profissionais da educação”, ressaltou a secretária de Educação, Ciência e Tecnologia, Sandra Fagundes Freire. 

A Prefeitura de Sumaré declarou apenas que segue as orientações do governo do Estado. A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste não se pronunciou. 

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