Imagem aérea de queimadas na Área de Proteção Ambiental Jamanxim na cidade de Novo Progresso, Estado do Pará. (Foto: Victor Moriyama / Greenpeace)

Imagem aérea de queimadas na Área de Proteção Ambiental Jamanxim na cidade de Novo Progresso, Estado do Pará. (Foto: Victor Moriyama / Greenpeace)

Um grupo de 230 investidores institucionais internacionais, com ativos sob gestão de US$ 16,2 trilhões, pediu em carta publicada nesta quarta-feira, 18, “ação urgente” para conter os “incêndios devastadores” na Amazônia, com as queimadas em crescimento por causa do desmatamento em “taxa alarmante” no Brasil e na Bolívia.

Entre as companhias que assinam o documento, de 20 páginas, estão nomes como HSBC Asset Management, o grupo francês BNP Paribas, o grupo japonês Mitsubishi UFJ Trust e entidades brasileiras, como a SulAmérica Investimentos. Ao todo, há investidores de mais de 30 países assinando o documento, que foi divulgado hoje pela Organização não-governamental (ONG) americana Ceres e pelo Principles for Responsible Investment (PRI).

“Estamos preocupados que empresas expostas ao potencial desmatamento em suas operações no Brasil e em suas cadeias de suprimento vão enfrentar dificuldades crescentes de acessar os mercados internacionais”, observa o comunicado. O texto pede ação das companhias e mostra temor com os impactos financeiros dos desmatamentos nas empresas em que estes investidores aportam recursos e podem estar expostas a riscos de reputação, operacionais e regulatórios dentro de suas operações e cadeias produtivas.

Leia também:
Polícia identifica suspeitos de provocar queimadas na Amazônia
Grupo que une agro e ambientalistas pede controle de desmatamento
Governadores querem tirar BNDES do Fundo Amazônia
Porta-voz diz que governo federal não descarta receber ajuda do G-7
Macron alfineta Bolsonaro: “confundem soberania com agressividade”
Na Câmara, Eduardo Bolsonaro diz que Macron é “moleque”
Bolsonaro diz que aceita ajuda do G-7 se Macron “retirar insultos”

O documento pede que as companhias divulguem e implementem publicamente uma política de não desmatamento, com compromissos quantificáveis e prazo determinado, cobrindo toda a cadeia de suprimentos; avaliem operações e cadeias de suprimentos quanto ao risco de desmatamento e reduzam esse risco ao nível mais baixo possível; estabeleçam um sistema transparente de monitoramento e verificação para conformidade do fornecedor com a política de não desmatamento; publiquem relatórios anuais sobre exposição e manejo de riscos de desmatamento.

“É com profunda preocupação que acompanhamos a crescente crise de desmatamento e incêndios florestais no Brasil e na Bolívia”, afirma o comunicado dos investidores. “Como investidores, que têm o dever fiduciário de agir no melhor interesse de longo prazo de nossos beneficiários, reconhecemos o papel crucial que as florestas tropicais desempenham no combate às mudanças climáticas, protegendo a biodiversidade e assegurando serviços ecossistêmicos.”

Fonte: OP9

Leia também

Prefeitura demite educadora de creche suspeita de dopar crianças

Cemei Prof Valter Peresi (ASCOM/Prefeitura de Votuporanga) A prefeitura de Votuporanga, no…