A Escola de Samba Acadêmicos de Vigário Geral abriu a 1ª noite de desfiles da Série A, o grupo de acesso do Carnaval do Rio de Janeiro. A agremiação trouxe um boneco do palhaço Bozo usando faixa presidencial, batendo continência com uma mão e fazendo “arminha” com a outra.

Vestido com uma faixa presidencial e fazendo o gesto de “arminha com as mãos”, o boneco foi uma crítica ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O tema do desfile foi “O conto do vigário”. Durante o desfile, a escola foi aplaudida e vaiada (veja vídeo).

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A escola também protestou contra o sufocamento do Carnaval do Rio de Janeiro. O prefeito da cidade, Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), também foi alvo de críticas da escola.

A crítica contra políticos também apareceu na ala “Bloco Sujo”. Os passistas vestiam fantasias comuns do carnaval de rua como marinheiro, diabo e palhaço e carregavam cartazes com as palavras “educação”, “saúde”, “democracia” e “cultura”.

O vereador Tarcísio Motta (PSol) participou do desfile. Em sua conta no Instagram postou uma foto ao lado do carro alegórico com o palhaço. “É CPI das Enchentes? É Comissão do Carnaval? É tudo isso junto, e ainda tem Bozo de faixa presidencial”, escreveu.

Entre a noite dessa sexta-feira (21/02/2020) e a madrugada deste sábado (22/02/2020), sete agremiações do Grupo de Acesso da Série A, organizado pela Liga independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Lierj), começaram a disputa para a vaga de acesso ao Grupo Especial no Carnaval de 2021.

Repercussão
Deputados de oposição compartilharam fotos do desfile. A deputada federal Sâmia Bomfim (PSol-SP) compartilhou imagens do desfile. “Acadêmicos do Vigário Geral abrindo o carnaval da resistência. Nenhum fascista ficará impune”, escreveu.

Outras mensagens de apoio partiram das deputadas federais Jandira Feghali (PSol-RJ) e Érika Kokay (PT-DF), por exemplo.

Antes do desfile, representantes da Lierj protestaram com uma faixa com apelos ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSL-RJ), no setor 1.

Eles afirmam que a Série A “sofre pela falta de apoio do poder público”. Segundo a direção da liga que representa o grupo, as escolas estão “agonizando”.

Fonte: Metropoles

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