O senador Flávio Bolsonaro (sem partido) disse, nesta quinta-feira (20/02/2020), que quando fez homenagens ao miliciano Adriano de Nóbrega ele seus colegas policiais estavam presos injustamente, acusados pela morte de um guardador de carros.

O filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tentou explicar na postagem sua ligação com o ex-policial, negando uma proximidade com o miliciano, morto na Bahia há duas semanas.

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“Há 15 anos, quando homenageei Cap Adriano e os PMs de sua guarnição, estavam presos injustamente acusados de matarem um flanelinha, tanto que, logo após, foram absolvidos pois tratava-se de um perigoso traficante que tentou matar policiais. Eu estava certo!”, disse o senador, por meio do Twitter. Veja:

Segundo matéria do jornal O Globo, o ex-companheiro do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega na prisão, o vereador do Rio e sargento da Polícia Militar Ítalo Ciba (Avante), afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (sem partido) visitou os dois “mais de uma vez” na cadeia. A família Bolsonaro tem negado que existia uma relação entre eles e o miliciano morto há 11 dias, na Bahia.

Ciba também disse que Adriano frequentava o gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) quando o senador era deputado estadual. As idas ao local teriam sido feitas a convite de Fabrício Queiroz, ex-chefe de gabinete do filho do presidente, apontado como operador dos desvios de recurso no gabinete.

O próprio Adriano seria beneficiado pelo esquema de rachadinha, segundo o Ministério Público fluminense, que investiga o caso.

Ex-capitão do Bope, Adriano teve a mãe e a ex-mulher empregadas na Alerj. Elas seriam funcionárias fantasmas. Além desse vínculo, o então deputado também presenteou o miliciano, em 2005, com a Medalha Tiradentes, a maior honraria do Legislativo do Rio. Ele estava preso quando foi homenageado.

O senador afirmou, em nota, que só visitou Adriano na ocasião da entrega da medalha. Ítalo Ciba, contudo, disse que houve mais visitas. Ele e o miliciano ficaram presos juntos em 2003, quando integravam o Grupamento de Ações Táticas (GAT), comandado por Adriano. Foram acusados de homicídio, tortura e extorsão. Foi nesse período, segundo o vereador, que Flávio visitou mais de uma vez a prisão.

Fonte: Metropoles

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