O prefeito interino de Paulínia, Antônio Miguel Ferrari (DC), o Loira: cenário político em constante ebulição

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O prefeito interino de Paulínia, Antônio Miguel Ferrari (DC), o Loira: cenário político em constante ebulição


O prefeito interino de Paulínia, Antônio Miguel Ferrari (DC), o Loira, exonerou ontem 13 secretários municipais, nomeou os substitutos de seis pastas e demitiu 33 comissionados da gestão de Du Cazellato (PSDB). Hoje, ele deve concluir as exonerações de secretários e mais comissionados. O advogado de Cazellato, Marcelo Pelegrini, vai tentar derrubar hoje a liminar concedida pelo desembargador Fábio Prieto de Souza, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que garantiu a posse de Loira como prefeito interino até a convocação de eleições suplementares.

Ontem, o prefeito nomeou Paulo Navarro no lugar de Leonardo Espartaco Ballone para a Chefia de Gabinete e trocou Alexandro Eduardo da Silva da Secretaria de Segurança por Cícero Brito. Os dois novos secretários já tinham sido nomeados por Loira no início de janeiro, enquanto tentava assumir o cargo.

Ele também exonerou Adriano Roberto Mariano, da Secretaria de Transportes, e nomeou para o cargo Laércio Giampaoli, presidente do diretório da Democracia Cristã (DC), partido de Loira. Giampaoli era um dos secretários do governo do prefeito cassado Dixon Carvalho (PP), que tinha sido mantido por Cazellato, mas acabou exonerado no início do ano.

Loira também nomeou Agnaldo de Campos para o Planejamento; Márcio Santos para Meio Ambiente e Nílson Bonome, para a Secretaria de Governo.

Loira começou ontem uma avaliação no setor da saúde, com a análise de documentos, contratos e participou de reuniões com servidores públicos, moradores e o chefe de gabinete, Paulo Navarro, que, durante a manhã recebeu oito integrantes do Conselho Municipal de Saúde.

Loira assumiu a Prefeitura na quinta-feira, após o desembargador reformar a decisão liminar da Justiça Eleitoral de Paulínia que, há uma semana, suspendeu o ato da Câmara Municipal, que empossou, no início do mês, o presidente da Casa, o Loira, no cargo de prefeito.

A Justiça Eleitoral de Paulínia, em despacho do juiz Bruno Cassiolato, entendeu que não havia fundamento jurídico que amparasse a pretensão de Loira, porque a chefia do Poder Executivo municipal não se encontra vaga para fins de sucessão.

Prieto, no entanto, entende que os cargos de prefeito e vice continuam vagos até a realização de novas eleições e que a chefia do Poder Executivo, pelo presidente da Câmara, tem caráter transitório e impessoal. “Eleito novo presidente da Câmara, altera-se o responsável pelo governo local” , afirma, na liminar, baseando-se em consulta ao Tribunal Superior Eleitoral.

Disputa de poder

A situação é resultado da disputa de poder travada na cidade, após a cassação dos mandatos, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), do prefeito Dixon Carvalho (PP) e Sandro Caprino (PRB), por abuso de poder econômico. Os dois recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dixon e Caprino foram afastados do cargo e Du Cazellato, então presidente do Legislativo, assumiu a Prefeitura em novembro

Em dezembro houve eleição para a presidência do Legislativo e Loira foi o eleito. Assumiu a presidência em 1º de janeiro com o entendimento de que ele seria, então, o prefeito interino. A Câmara, em 4 de janeiro, deu posse a ele no cargo de prefeito, e desde então, por duas vezes, tentou assumir, mas foi impedido pela Guarda Municipal de entrar no gabinete do prefeito.

Dixon recorreu da cassação de seu mandato e o recursos está no Tribunal Superior Eleitoral. Por decisão do ministro Ricardo Lewandowski, nova eleição só poderá ser convocada após o julgamento do último recurso do prefeito cassado.

Escrito por:

Maria Teresa Costa


Fonte: RAC

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