Marcola e outros 16 integrantes da facção respondem pela morte de um PM em 2006 e julgamento aconteceria em Jundiaí, mas foi transferido para a capital paulista

Marcola e Julinho Carambola são apontados pelo MP como o número 1 e 2 da facção criminosa | Foto: reprodução

O medo de possível resgate de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e de outros líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) no Fórum de Jundiaí, no interior de São Paulo, leva o juiz Jefferson Barbin Torelli a pedir a transferência de um julgamento para outro tribunal.

Apontado como líder máximo do PCC, Marcola e outros 16 integrantes do PCC, entre eles Júlio César Guedes de Morais, o Julinho Carambola, número dois da organização, deveriam ser julgados por homicídio no Fórum de Jundiaí.

Eles são acusados pelo assassinato do PM Nelson Pinto, durante os ataques de maio de 2006, quando o PCC impôs o terror e paralisou São Paulo, em represália ao isolamento de 875 integrantes do grupo na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no oeste paulista, na véspera do Dia das Mães.

Segundo o juiz Torelli, “não é recomendável na comarca de Jundiaí a realização de audiências criminais ou julgamentos pelo Tribunal do Júri que envolvam presos de alta periculosidade ou que apresentem riscos de fuga e de possíveis resgates”.

Em 16 de junho deste ano, Torelli representou ao Tribunal de Justiça o desaforamento (transferência) do julgamento pelo Tribunal do Júri de Jundiaí para outra comarca.

Na representação, o magistrado observa que o Fórum de Jundiaí está instalado e funcionado em prédio antigo, com arquitetura inadequada para a realidade atual dos serviços forenses.

O juiz alega também que a arquitetura do prédio, além de inadequada é frágil e não garante a segurança para audiências e julgamentos, já tendo propiciado fugas e tentativas de fugas de réus presos. 

No último dia 15, a  2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo acolheu, por unanimidade, o pedido do juiz Jefferson Barbin Torelli.

Por decisão dos desembargadores, Marcola, Julinho Carambola e os demais réus serão julgados no 1º Tribunal do Júri da Capital, no Fórum da Barra Funda, zona oeste de São Paulo. A data ainda não foi definida.

 Marcola está preso na Penitenciária Federal de Brasília e Julinho Carambola na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Outros réus do mesmo processo são considerados de altíssima periculosidade para o juiz Torelli, inclusive Henrique Daniel Dias dos Santos, conhecido como “Sanguíneo”. A maioria está recolhida em presídios da região oeste do estado.

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