O prefeito de Campinas (SP), Jonas Donizette (PSB), anunciou nesta sexta-feira (19) o fechamento do comércio a partir da próxima segunda-feira (22) e válido, inicialmente, por uma semana. O endurecimento da quarentena atende a nota técnica do Estado, que manteve a região na fase laranja (2), mas recomendou a medida devido à situação da ocupação dos leitos e avanço de casos do novo coronavírus.

O prefeito justificou a publicação do decreto, que sairá em edição extraordinária do Diário Oficial neste sábado (20), pela necessidade de “salvaguardar vidas”, por conta do alto índice de ocupação de leitos, e para mostrar, de forma prática, que “as coisas não estão normais”. “Por mais que a gente fale, me parece que tem pessoas ainda tem uma dificuldade de ter essa compreensão, que o momento exige o isolamento”, disse o prefeito.

A medida, que o prefeito classificou como uma “restrição dentro da fase vermelha”, será válida por uma semana, com possibilidade de prorrogação por mais uma semana. Com isso, o funcionamento dos comércios para entrega ou serviço drive-thru está mantido.

Antes da coletiva do chefe do executivo de Campinas, o governo estadual decidiu pela segunda vez que as cidades da região não vão regredir e nem avançar na flexibilização da quarentena, mas destacou que os prefeitos têm autonomia para fechar o comércio e voltar à fase vermelha, de restrição severa – o que já ocorreu em Valinhos (SP).

A flexibilização em Campinas começou a ser adotada em 8 de julho, uma semana depois do restante da região, justamente por conta da pressão por leitos. Durante as duas semanas de reabertura, o comércio de rua e os shoppings receberam autorização para funcionar por quatro horas.

No mesmo período, cenas de aglomerações foram registradas na região central, enquanto os números de casos, mortes e taxas de ocupação das UTIs exclusivas para Covid-19 aumentaram.

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