A tarifa de água e esgoto vai ficar 3,62% mais cara a partir do dia 1º de fevereiro em Sumaré. A informação é da BRK Ambiental, que administra o sistema de saneamento na cidade. O valor pago na faixa mais baixa de consumo, para quem gasta até dez mil litros de água por mês, vai passar de R$ 45,40 para R$ 47 (já incluído o serviço de coleta e também tratamento de esgoto).

A concessionária informou que o reajuste corresponde à terceira e última parcela de um aumento definido em novembro de 2016, de 10,86%, por meio de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com o Ministério Público. Aquele acordo antecipou em seis anos o prazo para que o município trate todo esgoto produzido na cidade (de 2028 para 2022).

A aplicação das parcelas do reajuste definido no TAC já foi cancelada por meio de decretos da prefeitura nos anos anteriores. Porém, a BRK conseguiu reverter as decisões na Justiça e os aumentos acabaram inseridos no valor das contas.

A prefeitura e a BRK travam uma batalha jurídica desde que o prefeito Luiz Dalben (PPS) assumiu o governo, no início de 2017. O atual chefe do Executivo foi presidente do DAE (Departamento de Água e Esgoto) na gestão de Cristina Carrara (PSDB), de quem era vice. Ele foi demitido em 2013 pela então prefeita, que depois disso concedeu o serviço até então executado pelo DAE à BRK (na época Odebrecht). A exoneração do vice iniciou um racha entre os dois grupos políticos. Após derrotar Cristina nas urnas em 2016, Dalben disse que pretendia tirar a BRK do município.

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