Relatório aponta que sete das 10 maiores cidades da região de Campinas não tratam lixo

Relatório aponta que sete das 10 maiores cidades da região de Campinas não tratam lixo

Um relatório apresentado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) mostrou que das 10 maiores cidades da região de Campinas (SP), apenas Piracicaba, Sumaré e Hortolândia fazem o tratamento dos resíduos sólidos antes do aterramento.

Campinas está entre os municípios que não tratam os resíduos sólidos, assim como Limeira, Indaiatuba, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Mogi Guaçu e Valinhos.

A cidade produz 32 mil toneladas por mês e menos de 2% são destinados à coleta seletiva. O restante vai para o aterro sanitário em Paulínia (SP).

O engenheiro ambiental Allan Duarte explica que quase tudo que é descartado pode ser reutilizado.

“Fazendo a reciclagem em maior escala, de forma significativa e gerando receita, postos de trabalho. O material orgânico pode ser utilizado na compostagem para a agricultura em substituição do fertilizante. O lixo traz muitos ganhos e muitas vezes não tratamos de maneira adequada para que a gente consiga reverte-lo para fonte de renda”, explica.

Sete entre os 10 maiores municípios da região de Campinas (SP) não fazem o tratamento dos resíduos sólidos — Foto: Márcio de Campos/EPTVSete entre os 10 maiores municípios da região de Campinas (SP) não fazem o tratamento dos resíduos sólidos — Foto: Márcio de Campos/EPTV

Sete entre os 10 maiores municípios da região de Campinas (SP) não fazem o tratamento dos resíduos sólidos — Foto: Márcio de Campos/EPTV

De acordo com o diretor do Departamento de Limpeza Urbana, Alexandre Gonçalves, a dificuldade me tratar o lixo está justamente no grande volume produzido. Segundo Gonçalves, o município está fazendo uma parceria público-privada para implantar um novo modelo de gestão de resíduos. O investimento é estimado em R$ 1 bilhão.

“A ideia é implantar nessa área do Delta, que foi planejada para isso, um complexo de tratamento de resíduos que passa por três usinas de reciclagem: reciclagem mecânica, biológica e energética”, disse.

O diretor disse ainda que a nova empresa responsável pela gestão dos resíduos sólidos deve ser definida por meio de licitação ainda no primeiro semestre deste ano.

Sobre a coleta seletiva, a Prefeitura informou que ela é feita em 75% da cidade e que o baixo índice de reciclagem se dá, principalmente, pela falta de conscientização das pessoas na separação do lixo.

Lixo de Campinas (SP) é levado para aterro em Paulínia (SP). — Foto: Márcio de Campos/EPTVLixo de Campinas (SP) é levado para aterro em Paulínia (SP). — Foto: Márcio de Campos/EPTV

Lixo de Campinas (SP) é levado para aterro em Paulínia (SP). — Foto: Márcio de Campos/EPTV

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