Araraquara tem cerca 50 academias legalizadas. A maioria foi orientada pelo Procon sobre as normas de funcionamento previstas numa resolução publicada no Diário Oficial do município na semana passada. Agora, as academias flagradas cometendo irregularidades, serão multadas e poderão perder o alvará de funcionamento.

Academias podem funcionar com uma série de medidas sanitárias (Foto: Divulgação)

 
Na noite da última segunda-feira (22), sete academias receberam a fiscalização do Procon, acompanhado da Guarda Municipal e outros órgãos municipais; quatro foram autuadas.  

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O coordenador do Procon, Rodrigo Martins, explica que na prática, essas academias foram avisadas e ganharam “uma segunda chance” antes de uma penalidade mais rigorosa. A multa é de 100 unidades fiscais, equivalente a R$ 5,7 mil.  

“A irregularidade foi constata e as academias precisam de enquadrar, se a irregularidade não for sanada, terá a multa”, explica Martins.  

FUNCIONAMENTO
O funcionamento das academias foi permitido em Araraquara, mesmo contrariando as orientações do Plano São Paulo para as cidades que estão na fase dois de retomada da economia.

40 das 50 academias da cidade já foram orientadas. O trabalho dos agentes acontece sempre nos horários de maior movimento.

Segundo a resolução, as academias só podem funcionar a portas fechadas e com agendamento prévio dos alunos. Elas também são obrigadas a fechar por 30 minutos a cada 2 horas para desinfecção, além de medir a temperatura de qualquer pessoa que frequente ou trabalhe no local.

A resolução também determina o funcionamento com 40% da capacidade e respeitando um aluno a cada quatro metros quadrados. É neste ponto que está a maior irregularidade.

De acordo com o coordenador do Procon, falta distanciamento entre alunos, o que acaba provocando aglomeração.
“A maior parte das questões de higiene são respeitadas, o problema maior é o distanciamento e a aglomeração de pessoas”, diz ele.  

Rodrigo Martins lembra ainda uma academia foi flagrada quatro vezes cometendo algum tipo de irregularidade, mas a partir de agora, é tolerância zero.  

“A fiscalização continua, todos os dias estamos passando para verificar”, reforça.

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