O município precisou ainda lacrar outros três estabelecimentos que abriram as portas durante a quarentena

A Prefeitura de Hortolândia já interditou 75 estabelecimentos comerciais não essenciais que tentaram furar a quarentena decretada pelo governo do Estado no fim de março. Segundo a administração, até segunda-feira (11) foram autuados 2.015 estabelecimentos comerciais, dos quais 75 foram interditados, três multados e três lacrados. 

Os dados são dos departamentos de Fiscalização de Postura e de Vigilância Sanitária. O valor da multa varia de 10 a 10 mil Ufesps (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo), cujo valor é de R$ 27,61. 

O governo do Estado já prorrogou a quarentena três vezes, mas alguns estabelecimentos seguem tentando abrir, desrespeitando decreto municipal e estadual. 

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Na semana passada, em Nova Odessa, em dois dias, quarta e quinta-feira (6 e 7) a Vigilância Sanitária notificou 20 estabelecimentos comerciais por descumprir o decreto estadual. 

Segundo a prefeitura, são 12 lojas de roupas, duas de brinquedos, dois bares, além de barbearia, lan house, lava jato e uma loja de produtos alimentícios. 

“Durante a fiscalização, flagramos comércios não essenciais funcionando irregularmente e estabelecimentos tentando driblar a determinação, como bares atendendo clientes na calçada e lojas que deveriam trabalhar nos sistemas de drive thru (retirada no local, sem acesso às dependências) e delivery (entrega em domicílio) mas atendiam clientes”, detalhou a diretora de Vigilância em Saúde do município, Priscilla Amaral Rangel Belmonte. 

Os responsáveis pelos estabelecimentos foram notificados pela Vigilância Sanitária e, caso não respeitem a determinação, têm as lojas lacradas até o término do período de restrição. 

O Setor de Fiscalização de Obras e Posturas da Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste realizou no sábado (9) 38 visitas, nas quais os estabelecimentos comerciais foram orientados em relação ao decreto. 

A reportagem questionou as prefeituras de Americana e Sumaré sobre a fiscalização do comércio na semana passada, mas não obteve resposta. 

FACESP CRITICA DECISÃO   

Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo) publicou ontem manifesto em seu site no qual critica a decisão do governo do Estado de estender a quarentena. O texto revela a decepção das associações com a decisão, mas afirma que a federação seguirá a decisão do Estado.  

O manifesto diz que a Facesp alertou desde o início da pandemia sobre a necessidade de atender a população mais carente, que seria a mais prejudicada pelo surto e pela quarentena. Por fim, a federação cobra “alguma compensação para reduzir o impacto negativo sobre as empresas e o emprego”. O texto pede a postergação do pagamento dos tributos, com carência e parcelamento posterior, com prazos compatíveis com as perdas sofridas pelas empresas, “necessária para impedir que elas se tornem inadimplentes e sem acesso a financiamentos”. 

O manifesto ainda pede outros tipos de auxílios. “Além de oferecer mais créditos para as empresas, o Estado poderia atuar como avalista junto ao sistema financeiro privado, o que ajudaria a superar uma das maiores dificuldades que o empresário enfrenta na busca por financiamento, que é a falta de garantias. Ao apoiar a sobrevivência das empresas nessa crise, o Estado estará criando condições para que sua receita possa crescer no futuro”, finaliza o documento. 

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