Construído na China, o Vital de Oliveira custou R$ 162 milhões e tem instalados a bordo cinco laboratórios, sendo dois molhados e três secos. Foto: Marinha do Brasil/Reprodução

Construído na China, o Vital de Oliveira custou R$ 162 milhões e tem instalados a bordo cinco laboratórios, sendo dois molhados e três secos. Foto: Marinha do Brasil/Reprodução

A Marinha informou que o navio de pesquisa oceanográfico Vital de Oliveira deixou o Porto de Ilhéus, na Bahia, para instalar a comissão de Levantamento Ambiental da Costa Nordeste, com a missão de coletar e medir dados ambientais, a fim de contribuir para a compreensão da dispersão do óleo ao longo do litoral atingido.

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O navio dispõe de acomodação para pesquisadores e infraestrutura completa de pesquisa, concentrando 28 equipamentos científicos de última geração, que permite a interação entre representantes de várias instituições do país e a Marinha. O navio também tem elevada capacidade de permanecer na área de operação por extensos períodos.

Os trabalhos ocorrerão ao longo do litoral nordestino e envolvem diversas tarefas, tais como a realização de estações oceanográficas para perfilagem vertical de temperatura e salinidade da coluna d’água, coleta de amostras de água para análise química para verificar a presença de óleo, além da análise de correntes marinhas, coleta de amostras do solo marinho, medições de profundidade utilizando ecobatímetro e um equipamento sofisticado que faz medições de temperatura e salinidade com o navio em deslocamento.

O nome é uma homenagem ao capitão-de-fragata Manoel Antonio Vital de Oliveira. Patrono da hidrografia brasileira, ele morreu na Guerra da Tríplice Aliança durante o bombardeio do Forte de Curupaiti, em 2 de fevereiro de 1867.

A Marinha informou ainda que foi acionado o Plano de Área do Espírito Santo, onde foram recolhidos fragmentos de óleo nas praias de Barra Nova, Degredos e Regência, o primeiro estado na Região Sudeste a ser atingido pelo óleo. A finalidade é realizar ações de proteção a áreas sensíveis e limpeza de praia.

O plano, aprovado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em conjunto com o Instituto Estadual do Meio Ambiente do Espírito Santo, envolve 25 empresas e instalações portuárias em todo o estado.

Fonte: OP9

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