Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse pelo Twitter que “erros acontecem”. Ele se referia a uma matéria do jornal O Estado de S. Paulo na sexta-feira (30) que mostrou dois erros em um ofício assinado por ele e encaminhado ao ministro da Economia, Paulo Guedes, onde a palavra paralisação foi escrita com a letra z. “Minha responsabilidade. Não escrevi, mas li e deixei passar (…). Erros acontecem.”

No documento, Weintraub alerta que os recursos previstos para o ministério em 2020 são insuficientes para a prestação de serviços públicos, como a compra de livros escolares, e podem levar à interrupção das atividades em universidades públicas.

O ministro pediu aumento de R$ 9,8 bilhões em verbas previstas para as chamadas despesas discricionárias (aquelas que não são obrigatórias, como pagamento de servidores e aposentados). Com o incremento, os recursos previstos para esses gastos, que incluem o custeio de programas e investimentos, alcançariam R$ 26 bilhões.

“Com a redução de bolsistas de mestrado e doutorado, há paralização (sic) de pesquisas e risco de evasão de pesquisadores para atuação no exterior, comprometendo o desenvolvimento da ciência e tecnologia no país”, alerta o ministro na página 4 do ofício, de 15 de agosto deste ano.

“O referencial monetário apresentado ao MEC impossibilita a destinação de menos da metade do orçamento que as universidades e institutos possuem atualmente. Com isso, haverá a paralização (sic) de cursos, campi e possivelmente instituições inteiras, comprometendo a educação superior e a educação profissional e tecnológica (EPT)”, afirma o ministro na página 6.

Fonte: OP9

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