(Bloomberg) — A International Business Machines planeja cerca de 10 mil demissões na Europa, em uma tentativa de reduzir custos na unidade de serviços, de crescimento lento, e preparar o negócio para uma cisão.

As demissões atingirão cerca de 20% do quadro de funcionários da região, segundo pessoas a par do assunto. O Reino Unido e a Alemanha deverão ser os mais afetados, com cortes também planejados na Polônia, Eslováquia, Itália e Bélgica.

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A IBM anunciou os cortes de empregos na Europa no início de novembro, durante reunião com representantes de trabalhadores europeus, segundo um dirigente sindical informado sobre o processo, que pediu para não ser identificado.

“Nossas decisões sobre a equipe são tomadas para fornecer o melhor suporte a nossos clientes na adoção de uma plataforma em nuvem híbrida aberta e recursos de inteligência artificial”, disse uma porta-voz da IBM em comunicado por e-mail. “Também continuamos a fazer investimentos significativos em treinamento e desenvolvimento de habilidades” para profissionais da IBM com o objetivo de melhor atender às necessidades de nossos clientes.

O setor mais afetado será a unidade de serviços de TI da IBM, que atende operações de infraestrutura do dia a dia, como o gerenciamento de data centers de clientes e suporte de tecnologia da informação tradicional para instalação, operação e reparo de equipamentos.

A IBM disse em outubro que planeja separar a unidade e se concentrar em sua nova divisão de computação em nuvem híbrida e inteligência artificial, que a empresa conta para aumentar a receita. A IBM disse que pretende concluir a operação como uma cisão isenta de impostos para acionistas da IBM até o final de 2021.

“Estamos tomando medidas estruturais para simplificar e agilizar nossos negócios”, disse o diretor financeiro da IBM, James Kavanaugh, durante teleconferência sobre o balanço do terceiro trimestre em outubro. “Esperamos que o custo sobre nossos resultados operacionais seja de cerca de US$ 2,3 bilhões no quarto trimestre.”

Outrora uma empresa icônica, a estrela da IBM perdeu brilho ao longo dos anos, à medida que seu legado em computação mainframe e serviços de TI ficava para trás, enquanto novas empresas de tecnologia, como a Amazon.com, surgiam para dominar o novo mercado de computação em nuvem.

A separação da unidade de serviços é o primeiro grande passo do CEO Arvind Krishna, que substituiu Ginni Rometty em abril, e tenta retomar o crescimento após quase uma década de redução de receita. No início do ano, Krishna cortou milhares de empregos em meio à reestruturação da empresa.

A atual rodada de demissões deve ser concluída até o fim do primeiro semestre de 2021, segundo uma das fontes.

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©2020 Bloomberg L.P.

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