A IBM anunciou hoje a abertura de um novo datacenter SoftLayer no Brasil, localizado em Jundiaí, no interior de São Paulo. O datacenter é o segundo da empresa no País e será completamente focado na oferta de nuvem, através do fornecimento de infraestrutura como serviço (IaaS). O primeiro centro de dados nacional da companhia, instalado em Hortolândia (SP), continuará funcionando como infraestrutura da IBM para os serviços de outsourcing.

O datacenter de Jundiaí faz parte da estratégia global da IBM de expansão de seus centros de dados. No ano passado, a empresa investiu US$ 1,2 bilhão para ampliar sua presença com infraestruturas no mundo, e hoje já conta com mais de 40 datacenters nas Américas, Ásia, Austrália e Europa. Com a nova planta, a IBM agora contabiliza três centros do tipo na América Latina, junto ao de Hortolândia e o de Queretaro, no México.

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Segundo a empresa, a inauguração do centro de dados é consequência de uma demanda direta de clientes nacionais e de empresas do exterior com foco no Brasil, além de abrir a possibilidade de suportar projetos de adoção de nuvem de potenciais novos clientes no País e na América Latina.

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“Os clientes estavam pedindo. Mesmo com o datacenter em Dallas (EUA), que é o que os clientes mais usam, existiam cargas que não funcionavam bem rodando em Dallas e funcionando em São Paulo por causa da latência”, explicou o responsável pelo setor de Infraestrutura como Serviço (IaaS) da IBM Brasil, Paschoal D’Auria. “E tem outro lado da governança. Há empresas que têm escrito em suas normas que o dado do cliente tem ficar no Brasil. São fatores que tinham potencial de mercado que nós não capturávamos”.

O novo datacenter se conecta à rede global da IBM através dos centros de dados de Nova York e de Miami, e também está interligado à unidade de Hortolândia por fibra óptica, o que permitirá criar alta disponibilidade e que clientes utilizem ambientes separados fisicamente sem perda de desempenho.

A IBM vê um bom momento na adoção de nuvem no Brasil, com uma expectativa de crescimento da demanda por armazenamento e fornecimento de infraestrutura como serviço em cloud. A empresa não revela quando espera aumentar seu negócio de nuvem no País com a abertura de um novo centro de dados.

Entre os setores que mostram boas oportunidades estão o financeiro, no qual muitas empresas estão criando “espelhos digitais” de suas organizações para implementar novos serviços, e o de desenvolvimento de jogos, que tem crescido consideravelmente no Brasil e já chama a adoção da IBM. “A nuvem abriu um pouco o horizonte da IBM dos serviços tradicionais”, explicou o vice-presidente de Cloud Computing da IBM Brasil, Tomaz Oliveira.

Para suportar essas adoções de nuvem durante o período de crise econômica e alta do dólar, a IBM também criou uma série de modelos diferentes de pagamento e disponibilidade no Brasil para os serviços de seus datacenters globais. O cliente pode optar por utilizar a infraestrutura nacional, na qual questões como o alto preço da energia elétrica elevam em até 38% o custo dos ambientes virtuais, ou utilizar datacenter da empresa no exterior, sobre o qual incidem impostos de importação que podem atingir 40%. No caso de uso da infraestrutura internacional, para adequar a oscilação do dólar ao orçamento da empresa, os clientes também podem optar por contratos mensais, contratos anuais com um preço fixado da moeda americana ou pagamento à vista, gerenciado mensalmente pelo Banco IBM.

Com informações de Canaltech

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