A Prefeitura de Hortolândia fechou 10 estabelecimentos de comércio de bebidas por dia na primeira semana da fase emergencial do Plano São Paulo, válida desde segunda-feira (15). Em três dias, até a tarde desta quarta-feira (17), foram interditados 30 estabelecimentos que estavam abertos e não eram serviços essenciais. A maioria deles eram bares.

A reportagem perguntou para as cinco prefeituras da região quantos estabelecimentos foram fiscalizados e interditados ou orientados a fechar por não cumprir o Plano São Paulo no município desde o início da fase emergencial. Foi indagado ainda que tipos de estabelecimentos eram os que foram flagrados abertos de forma irregular, em sua maioria.

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Em nota, a Prefeitura de Hortolândia informou que, segundo a Secretaria de Governo, no período foram realizadas “em torno de 70 autuações e 30 interdições, majoritariamente em estabelecimentos atuantes na área de comércio de bebidas (bares e adegas)”.

Hortolândia tem sido linha de frente na região de Americana nas medidas preventivas para tentar conter a pandemia. A cidade enfrenta colapso na saúde e conta com mais de 100 pacientes de coronavírus da cidade internados em leitos em Hortolândia e fora do município.

Até o prefeito, Angelo Perugini (PSD), está com a doença, internado há mais de um mês em UTI de hospital de São Paulo. Segundo a Prefeitura revelou nesta quarta, o estado do prefeito segue estável.

Hortolândia aderiu à fase vermelha antes mesmo de o Governo do Estado anunciar a decisão para a região. E na semana passada, a cidade aderiu ainda a toque de recolher entre as 20h e 5h, como medidas para tentar conter o aumento da pandemia na cidade, com direito à multa.

SANTA BÁRBARA

Segundo a Prefeitura de Santa Bárbara, na noite de terça-feira (16) foram seis ocorrências de aglomerações e estabelecimentos abertos que foram fechados. Foram quatro academias, duas localizadas no Centro, uma no São Francisco e outra no Jardim Dulce, além de dois bares no Mollon.

“A ação envolveu a Guarda Municipal e o setor de Fiscalização de Obras e Posturas. As ocorrências foram encaminhadas para a Vigilância Sanitária para avaliação e, se necessário, aplicação de penalidades”, finaliza a nota.

Em Santa Bárbara, a Câmara aprovou na semana passada projeto de lei que transforma atividade física em essencial. O projeto foi para sanção do prefeito, mas mesmo se sancionado não permitiria a reabertura de academias imediatamente por conta de decreto estadual do Plano São Paulo. Vereadores fizeram moção de apelo e se movimentam para tentar fazer com que as academias sejam reabertas e consideradas essenciais agora.

NOVA ODESSA

Em Nova Odessa, a Prefeitura informou que foram fiscalizados e orientados supermercados, academias, campos de futebol society, uma igreja, uma empresa e lojas. Segundo a diretora da Vigilância Sanitária, Méria Brito de Jesus, primeiro a pasta entrega um termo de ciência do decreto, que é assinado pelo proprietário. Em caso de nova denúncia, o proprietário é autuado e, se for reincidência, será multado.

Foram 14 supermercados fiscalizados e orientados pela Vigilância, que orientou o fechamento de seis academias, dois campos de futebol society, quatro lojas, uma igreja e uma empresa.

As prefeituras de Americana e Sumaré não responderam sobre as fiscalizações.

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