Integram o chamado Centrão o PP, PSD, PL, PTB, Republicanos, PSC, Solidariedade, Avante, Patriotas e PROS, e cinco deles conseguiram chegar às prefeituras na região – PP, PSD, PL, PTB e Republicanos.

O PSD ganhou a eleição no maior número de cidades e vai administrar Artur Nogueira, Holambra, Hortolândia, Morungaba, Nova Odessa e Valinhos. Juntas, essas cidades somam 510.818 habitantes. O PSD tinha prefeitos em duas cidades e passará para seis. Mas será o Republicanos, que venceu somente em Campinas com Dário Saadi, quem governará para a maior população, de 1.213.791 habitantes. A legenda não elegeu prefeitos em 2016.

O PL não teve prefeito eleito há quatro anos, e agora administrará Paulínia: o prefeito Du Cazellato, que assumiu a cidade após eleição suplementar no ano passado em decorrência da cassação de Dixon Carvalho, foi reeleito.

O PP, em 2016, venceu em uma cidade, Paulínia, e permanecerá com uma, Cosmópolis, onde Júnior Felisbino foi eleito. Já o PTB tinha uma cidade e passará a administrar duas em janeiro: Monte Mor e Vinhedo.

Nas eleições de novembro no País, os partidos do Centrão elegeram 2.489 prefeitos. O PP conquistou o maior número de cidades (685), seguido do PSD com 655 cidades, do PL, com 345, do PTB com 212, do Republicanos com 211, do PSC com 115, do Solidariedade com 94, do Patriota com 49 e do PROD, com 41.

Boa parte do Centrão, avalia o cientista político Carlos Henrique Siqueira Lima, não tem um desempenho ideológico claro e os partidos costumam ser classificados de centro e centro-direita. O termo Centrão é utilizado de forma pejorativa aos partidos cuja atuação parlamentar é caracterizada por negociações que visam cargos na administração pública.

Mas a vitória deles em grande parte dos municípios brasileiros aponta cenários que podem influenciar nas eleições de 2022. “Embora as alianças do Centrão com o presidente Bolsonaro sejam momentâneas, e a mais recente delas está ocorrendo para a eleição da presidência da Câmara Federal, o que temos é uma incógnita para as próximas eleições. Elas ainda estão distantes e o cenário pode mudar e um dos fatores que pode solapar a base de apoio é uma crise econômica mais aguda, com aumento da recessão e do desemprego”, afirmou.

Grupo ocupa 38,6% dos legislativos

Nas câmaras municipais o Centrão não teve o mesmo desempenho obtido na RMC em relação às prefeituras. Partidos do bloco elegeram 114 parlamentares e vão ocupar 38,6% das 295 cadeiras nos legislativos das 20 cidades da região a partir de janeiro. O PSD conseguiu o maior número de vagas, com 27 vereadores em 13 cidades, com maior concentração em Hortolândia onde elegeu cinco vereadores.
Depois do PSD, o PTB conseguiu o maior número de parlamentares na RMC (20), seguido do Republicanos com 19. O PL elegeu 18, o Solidaridade 12, o Avante oito, o PP seis, enquanto o PSC elegeu cinco, o Patriota quatro e o PROS um.

Escrito por:

Maria Teresa Costa

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