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Após investigação, polícia prende nigeriano suspeito de matar ativista em ONG de Hortolândia

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A Polícia Civil de Hortolândia (SP) prendeu, nesta terça-feira (8), um nigeriano de 43 anos suspeito de matar o ativista cultural Wagner Luiz Alves, de 37 anos, durante a reunião de uma organização não governamental (ONG) no Parque São Miguel em 10 de abril.

Na data do crime, um atirador entrou no local, que fica na Rua Joseph Paul Julien Burlandy, e passou a disparar contra várias pessoas. Além da vítima fatal, um outro homem, de 44 anos, foi atingido.

A Polícia Civil descobriu que o principal suspeito nasceu na Nigéria, mas sequer o nome completo dele foi obtido pelos policiais. Ele teria sido convidado pela vítima do crime para realizar um trabalho de mecânico no local onde o homicídio ocorreu.

“Nós fizemos contato através do investigador chefe com a embaixada da Nigéria, mas não obtivemos resposta positiva em absolutamente nada. Na Polícia Federal ,ninguém tinha o conhecimento dele estar no Brasil”, disse o delegado João Jorge.

Segundo o delegado, os policiais descobriram que o suspeito vive em São Paulo e passaram a percorrer o local indicado. Quando o rapaz foi identificado, a corporação pediu mandado de prisão temporária contra ele e de busca e apreensão para o endereço.

Ao ser abordado, o nigeriano ainda teria tentado sacar uma arma, mas foi contido pelos policiais. “Ele deu muito trabalho para ser algemado, porque é um sujeito forte”, disse o delegado.

Arma foi apreendida com suspeito do crime ocorrido em Hortolândia — Foto: Reprodução/EPTV

Sem motivo aparente

O delegado afirma que não há relação entre o crime e o ativismo da vítima. Segundo ele, o nigeriano desceu as escadas da ONG disparando em todos. “Ela [vítima] estava no local errado, no momento errado e na hora errada”.

“Quando ele saiu disparando, ele atingiu as nádegas de um dos indivíduos que estavam nessa região e a vítima já tinha corrido para fora, mas nesse momento ela voltou porque sua esposa ficou. Ela retornou e neste momento foi baleada”.

“Então observe que ele não foi baleado pelo fato de ser ele, mas foi uma vítima de ocasião e é um crime de ocasião”, completou o delegado.

João Jorge informou que o suspeito vai responder pelo homicídio e também foi detido em flagrante por porte ilegal de arma e resistência à prisão.

Sobre a situação dele no país, o delegado afirma que ele possuiu Cadastro de Pessoa Física (CPF) e Carteira de Trabalho, mas não tem autorização para ficar no Brasil.

“Ilegal. Ele, apesar de ter trabalho, aparentemente conseguiu CPF, que não é fácil de tirar, [e] carteira de trabalho. Mas ele não tinha autorização aparente para estar no país”, explicou.

Delegado de Hortolândia João Jorge explicou investigação que levou à prisão do suspeito — Foto: Reprodução/EPTV

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