Ao ser questionado sobre os motivos pelos quais o nome do miliciano Adriano da Nóbrega não foi colocado na lista de criminosos procurados, divulgada pelo governo há duas semanas, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse que havia “razões específicas” para não fazer a inclusão.

“Essa questão da lista é uma questão falsa. Uma lista dos mais procurados não é a de todos os procurados”, justificou Moro, ao participar de uma audiência na Câmara sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 199, que determina a prisão após julgamento em segunda instância.

“Na avaliação técnica que foi feita, essa pessoa específica não entrou. Nem era necessário, porque a pessoa foi encontrada poucos dias depois pela polícia do estado da Bahia e, lamentavelmente, as circunstâncias que vão ser esclarecidas pela polícia daquele estado da Bahia, acabou sendo vitimada”, continuou.

Adriano foi morto em operação da polícia no domingo (09/02/2020), em Esplanada, na Bahia. Ele era suspeito de comandar a milícia Escritório do Crime. O ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi expulso da Polícia Militar por envolvimento com jogo do bicho.

A quadrilha, suspeita de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes, explora comunidades pobres, promove extorsões e comete homicídios por encomenda, entre outros delitos.

O ex-PM teve a ex-mulher, Danielle Mendonça da Costa, e a mãe, Raimunda Veras Magalhães, contratadas no gabinete de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual. Ambas são investigadas por suposta participação em esquema de rachadinha (desvio de dinheiro dos seus salários para o parlamentar).

Fonte: Metropoles

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