O Greenpeace reagiu à declaração do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), na manhã desta quinta-feira (13/02/2020), que, ao deixar o Palácio da Alvorada, chamou a Organização Não Governamental (ONG) de “um lixo”. A entidade lamentou, em nota, que o presidente “apresente uma postura tão incondizente com o cargo que ocupa”.

A ONG divulgou uma nota, na quarta-feira, criticando o modo como o Conselho Nacional da Amazônia Legal foi criado. “O conselho não tem plano, meta ou orçamento. Ele não anulará a política antiambiental do governo e não tem por finalidade combater o desmatamento ou o crime ambiental”, destacou.

Os governadores, indígenas e a sociedade civil não fazem parte da sua composição. O novo grupo foi retirado do guarda-chuva de Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente.

Bolsonaro retirou o Ministro do Meio Ambiente do comando de políticas ambientais para a Amazônia e espera que isto já seja o suficiente para enganar a opinião pública e os investidores internacionais. Mas os resultados continuarão sendo medidos diariamente pelos satélites que medem o desmatamento“, criticou a entidade.

No texto encaminhado pelo Greenpeace, a ONG reforçou os quase 50 anos de existência e atuação em 55 países. No Brasil, são 28 anos de atividades.

“Ao longo da história, nossa postura crítica a quem promove a destruição ambiental já causou muitas reações desequilibradas dos mais diferentes personagens. Estamos apenas diante de mais uma delas. Nestes casos, o incômodo de quem destrói o meio ambiente soa como elogio”.

Fonte: Metropoles

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