A revista Veja desta semana traz fotos do cadáver do miliciano Adriano da Nóbrega que alegadamente reforçam a tese da defesa dele e da viúva, que apontam execução e “queima de arquivo”. As imagens reforçam as alegações de que ele foi morto com tiros a curta distância. Oficialmente, a polícia da Bahia, onde ele foi localizado após ficar um ano foragido, disse que Adriano reagiu à ordem de prisão, estava armado e morreu após troca de tiros.

O médico legista Malthus Fonseca Galvão, da Universidade de Brasília (UnB), ouvido pela reportagem, reforçou que, embora precisasse estudar o corpo, o mais provável é que, pelas marcas do disparo, Adriano tenha sido, na verdade, executado. Uma marca no pescoço também indicaria um “tiro de misericórdia” para garantir que ele estava morto.

O advogado Paulo Emilio Catta Preta afirmou que o miliciano, morto no último domingo (09/02/2020), estava “convencido” de que queriam matá-lo como “queima de arquivo”. Segundo o advogado, a mulher de Adriano também havia feito relato semelhante.

A reportagem esteve ainda no sítio onde ele estava quando foi morto e não encontrou sinais de tiros na parede atrás de onde caiu o corpo, apenas uma poça de sangue no chão.

Adriano era considerado o chefe da milícia Escritório do Crime e é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) tanto pelo caso da morte da vereadora Marielle Franco (PSol) em março de 2018 quanto pela suspeita de “rachadinha” no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), hoje senador.

Fonte: Metropoles

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