Envolto em mais uma polêmica com os congressistas, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou nesta quarta-feira (19/02/2020) que a divulgação da fala dele sobre a atuação do Congresso é “uma invasão de privacidade”. Mais cedo, o militar disse que o Executivo não pode aceitar “chantagem” do Parlamento e propôs que o governo desse um “foda-se” aos congressistas.

“Ressalto que a opinião é de minha inteira responsabilidade e não é fruto de qualquer conversa anterior, seja com o Sr. Presidente da República, com o Min. Paulo Guedes, com o Min. Ramos, ou com qualquer outro ministro”, justificou Heleno.

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Para o general, ele apenas demonstrou insatisfação com o orçamento impositivo – medida que tem sido defendida pelos parlamentares.

“Externei minha visão sobre as insaciáveis reivindicações de alguns parlamentares por fatias do orçamento impositivo, o que reduz, substancialmente, o orçamento do Poder Executivo e de seus respectivos ministérios”, disse Heleno.

Segundo o ministro, os pedidos do Parlamento prejudicam a atuação do Executivo e contrariam os preceitos de um regime presidencialista. “Se desejam o parlamentarismo, mudem a constituição. Sendo assim, não falarei mais sobre o assunto”, finalizou.

Entenda
Em cerimônia no Palácio da Alvorada, o general Augusto Heleno afirmou que o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não pode aceitar “chantagens” do Parlamento o tempo todo. “Foda-se”, completou.

O áudio foi captado em transmissão da Presidência pela internet, conforme registrou o site O Globo. Após a fala, o general foi alertado que estava ao vivo.

A fala aconteceu em meio a uma pressão dos parlamentares para controlar parte do orçamento impositivo (gastos obrigatórios) do governo federal.

Maia rebate
Após as declarações de Heleno, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o ministro-chefe do GSI virou um “radical ideológico contra a democracia”.

“É uma pena que o ministro com tantos títulos tenha se transformado num radical ideológico contra a democracia, contra o Parlamento. Muito triste”, afirmou o parlamentar na Câmara dos Deputados.

Fonte: Metropoles

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