O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) disse nesta terça-feira (11/02/2020) que pediu prioridade para a votação do requerimento de convocação de Heloisa de Carvalho para prestar depoimento à Comissão Mista Parlamentar de Inquérito das Fake News. Heloisa é filha do chamado guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho. O deputado apresentou o requerimento e quer que, tão logo seja apreciado, já se marque uma data para a audiência com ela.

“Ela tem que vir e contar o que sabe, separando a parte emocional”, disse o deputado ao Metrópoles. Ele já entrou em contato com Heloisa. “A nós não interessa a briga de família, mas o que ela tem para falar sobre o pai. Briga de família, ela tem que resolver no SBT, lá no programa Caso de Família”, disse o parlamentar.

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Em entrevista ao Metrópoles, na semana passada, a filha do astrólogo e professor on-line de filosofia disse que poderia entregar à comissão provas do envolvimento do pai com o chamado “gabinete do ódio”, que funcionaria no Palácio do Planalto. Ela também sustenta ter como entregar onde funcionaria uma central de divulgação de notícias falsas, que, segundo ela, une o guru ao governo de Jair Bolsonaro.

Na conversa, Heloisa demonstrou preocupação com sua segurança pessoal. Recentemente, chegou às livrarias o seu livro sobre o pai, Meu Pai, o Guru do Presidente – A Face Ainda Oculta de Olavo de Carvalho, escrito em parceria com o curitibano Henry Bugalho, especialista em Literatura e História. O lançamento oficial, com noite de autógrafos, no entanto, deverá ocorrer entre março e abril, quando Bugalho virá ao Brasil para a divulgação da publicação.

Heloisa contou que após a chegada do livro às livrarias, precisou tomar providências para proteger sua vida. “Durante um período eu não tive mais receio, mas agora, com o livro, eu estou receosa de novo. Tenho um esquema de segurança particular. É um pessoal que é amigo meu de muitos anos, que conhece minha personalidade e faz segurança”, relatou.

“Esquema profissional”
A filha do guru ainda avisou que não se trata de um esquema amador de segurança. “No lançamento do meu livro eu vou levar. E é gente realmente ligada à segurança, com empresa particular, que pode andar armado. É segurança mesmo. É quem sabe lidar com coisa pesada. Já está fechado”, disse a professora de artesanato.

“Eu temo por minha segurança. Já tive problemas de perseguição na época da eleição por parte de bolsonaristas, com camisetas do presidente. Gente jovem. Estes meninos bombadões. Já fui perseguida dentro de supermercado, no trânsito. Na época da campanha puseram fogo na minha casa. Sofri muitas ameaças e perseguições e ameças de morte”, relata.

Ao falar do QG que pretende apontar sigilosamente à CPMI, ela conta que chegou a essa conclusão ao observar a “convergência” de uma investigação sua com a de outras pessoas que investigavam o seu pai. “Como eu descobri isso? Eu estava investigando várias coisas. Aí eu cheguei nessa pessoa. Tinha um pessoal também investigando coisas do Olavo. Chegaram também nessa pessoa. Eles não sabiam da minha investigação, nem eu da deles”, contou.

“Eles me disseram: Nós chegamos no fulano: Eu: ‘Putz! Bateu com a minha (investigação)’”, sustenta Heloísa.

Fonte: Metropoles

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