O delegado Fabrício Oliveira, da 22º Delegacia de Polícia Civil do Rio de Janeiro, que investiga a denúncia de racismo supostamente sofrido pela empresária Lorena Vieira, mulher de Rennan da Penha, informou que o documento usado por Lorena para entrar em uma agência do Itaú é falso. A informação é do jornal Extra.

O episódio foi relatado por Lorena nas redes sociais na última quinta-feira (30/01/2020). Ela alegou que uma agência bancária do Itaú chamou a polícia ao alegar ter verificado uma suspeita de fraude, devido à diferença de estilo de cabelo entre o atual e o da foto de identidade. Lorena negou a informação dada pelo delegado e garantiu que a carteira foi emitida pelo Detran.

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Apesar da suspeita de uso de documento falso, Oliveira disse que a denúncia de racismo continuará sendo averiguada no inquérito.

O delegado explicou que a suspeita sobre a cédula de identidade foi o que motivou o acionamento da polícia pelo banco. Num primeiro momento, segundo ele, “os dados de nome, filiação, data de nascimento e numeração da identidade apresentada pela jovem batiam com os dados do sistema”. “Entretanto, após resultado de laudos periciais do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e Instituto de Identificação Félix Pacheco (IIFP) foi possível constatar que o documento era falso e que a digital encontrada na cédula não pertence a jovem”, disse Oliveira em um comunicado enviado ao jornal.

“Além disso, informações colhidas junto ao Detran confirmaram que a cédula de identidade não foi emitida oficialmente pelo órgão e a fotografia existente no documento questionado não corresponde à existente nos bancos de dados oficiais”.

Lorena negou que tenha usado um documento falso. “Eu fui liberada da delegacia logo após verificarem que meu documento, emitido pelo Detran, não era falso. Fui orientada inclusive pelos policiais que me acompanharam a rasgar esse documento e emitir um novo com o meu cabelo ao natural para não ter mais esse tipo de problema”, disse.

Segundo ela, os funcionários ficaram desconfiados e a fizeram esperar no local até o fechamento da agência, quando chamaram a polícia.

Com a repercussão do caso nas redes sociais, as hashtags #ItauRacista e Itaú estão entre as mais comentadas no Twitter Brasil.

Também nas redes sociais, o banco Itaú informou que entrou em contato com Lorena para resolver a situação. Disse ainda que “o procedimento adotado na agência é padrão em casos de suspeita de fraude e não tem qualquer relação com questões de raça ou gênero”.

Ao Metrópoles, o Itaú lamentou o ocorrido e explicou que o “objetivo era proteger os recursos de Lorena de possível fraude, uma vez que havia um bloqueio preventivo na conta corrente e era difícil identificá-la com o documento apresentado no caixa”. Acrescentou ainda que “acredita que toda forma de discriminação racial deve ser combatida”.

Fonte: Metropoles

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