O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não negou nem confirmou a substituição do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), pelo general Braga Netto. Na saída do Palácio da Alvorada, na manhã desta quinta-feira (13/02/2020), o chefe do Executivo fugiu de perguntas sobre o assunto e evitou falar do destino de Osmar Terra (MDB-RS), de quem Onyx deve herdar o Ministério da Cidadania.

“Você viu alguma coisa no Diário Oficial da União? É igual você, enquanto estiver empregado no jornal, você é jornalista”, respondeu o presidente sobre a situação de Onyx na Casa Civil. “Braga Netto eu conheço tem algum tempo, ganhou uma projeção muito grande com a intervenção na segurança do Rio de Janeiro. É um homem cotado pra qualquer coisa”, completou o presidente.

Bolsonaro se reuniu com Osmar Terra na tarde dessa quarta-feira (12/02/2020), mas não revelou se o teor da conversa era a saída dele do ministério para acomodar Onyx na pasta.

Nessa quarta, o presidente indicou Braga Netto para assumir a Casa Civil. O general foi escolhido pelo ex-presidente Michel Temer (MDB-SP) como interventor da segurança pública no Estado do Rio de Janeiro.

Dança das cadeiras
Na última semana, Bolsonaro nomeou o delegado Marcos Paulo Cardoso Coelho da Silva como secretário executivo da Casa Civil, número dois da pasta. Marcos Paulo foi alçado ao cargo após o enfraquecimento de Onyx com a queda de José Vicente Santini, demitido após viajar em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) de Davos, na Suíça, para a Índia.

Em janeiro, o presidente destituiu Santini devido ao fato de o subordinado ter viajado à Índia em voo da FAB. O mandatário do país considerou “inadmissível” o deslocamento em avião oficial. Após a demissão, ele foi nomeado para outro cargo na pasta comandada por Onyx.

Ele seria assessor especial da Secretaria Especial de Relacionamento Externo da Casa Civil, mas acabou afastado novamente por meio de um decreto presidencial. E a crise se alongou. Fernando Wandscheer de Moura Alves, que já pertencia à equipe da pasta, ocupou o lugar de Santini e o nomeou a outro cargo. Mas de novo o ex-secretário foi demitido.

Fonte: Metropoles

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