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Matheus Justo de Souza assume as agressões, mas nega o crime

 

Um desempregado de 18 anos foi preso por suspeita de torturar e matar a própria filha de dois meses, na noite de quarta-feira, em Itatiba. O bebê chegou a ser socorrido com vida à Santa Casa local, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu. A agressão foi constatada durante atendimento. A equipe médica achou diversos hematomas pelo corpo da bebê, como na região do tórax, abdômen, costas e nos ombros, com diferentes estágios de cicatrização, indicando que ela sofria maus tratos havia algum tempo. A criança também tinha marca de mordidas.

 

Matheus Justo de Souza, 18 anos, foi preso pela polícia em flagrante pelo crime de tortura ainda no hospital. Ele chegou a negar os maus-tratos dizendo que a bebê havia caído, mas depois confessou que a mordia e agredia porque não sabia o que fazer para ela parar de chorar. Segundo a polícia, ele contou que, inclusive, tapava a boca da filha para abafar o choro.

 

A mãe da menina, que vai completar 18 anos no próximo dia 12, chegou a ser levada à delegacia. Ela disse que tinha medo de Souza, pois ele demonstrava comportamento desequilibrado e que era constantemente agredida e ameaçada pelo companheiro. A jovem foi liberada para a mãe após depoimentos.

 

A bebê foi levada para a Santa Casa por uma unidade do resgate do Corpo de Bombeiros, após a mãe pedir ajuda. O bebê se chamava Adda Haile Vinceguerra Justo.

 

O casal se conheceu há cerca de um ano e foi morar juntos, em uma casa no bairro João Maggi, após o nascimento de Adda. Até então a garota morava com a mãe dela. Com a união, o casal passou a se desentender — ele alegava que ela não sabia cuidar da casa e da filha. Ainda segundo a adolescente, o companheiro passou a revelar temperamento agressivo e a agredi-la. O suspeito também a obrigou a dormir no sofá da sala e ficava sozinho com a bebê no quarto.

 

A mãe contou que várias vezes acordava à noite com o choro da filha e quando via, ele estava com a bebê no colo e com as mãos no rosto da criança. Ainda segundo relatos da garota, ela não contou para ninguém ou saiu de casa porque o marido a ameaçava.

 

Na manhã de quarta-feira, o casal teria brigado novamente e ela saiu com a cunhada para ir ao banco. Quando retornou, Souza a chamou e disse que a filha estava “mole”. Foi então que ela ligou para os Bombeiros.

 

Em seu depoimento, o desempregado afirmou estar arrependido das agressões e confirmou as mordidas na filha, porém negou a agressão. No entanto, admitiu que descontava sua tristeza e frustrações na criança e que não sufocava a filha, mas apenas tapava sua boca em razão do choro que o incomodava.

 

Escrito por:

Alenita Ramirez

Fonte: RAC

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