Durante este feriado prolongado, agentes de zoonoses farão visita casa a casa para orientar população

A Prefeitura de Hortolândia, por meio da UVZ (Unidade de Vigilância e Zoonoses) realiza, a partir desta quinta-feira (15/11), uma ação casa a casa nos bairros Remanso Campineiro, Jd. Santana, Parque São Miguel e Parque Gabriel para orientar a população sobre a Raiva. Recentemente foi confirmado um caso positivo da doença em morcego capturado morto nesta região. A doença, que afeta principalmente cães e gatos, é transmitida pela saliva do morcego contaminado. A Raiva não tem tratamento e é fatal. Neste ano, a Prefeitura realizou, entre os meses de julho e agosto, a Campanha de Vacinação Antirrábica, com a imunização de mais de 21 mil cães e gatos.

Durante a orientação, os agentes da UVZ estarão identificados com camiseta e crachás. Na ação, não será realizada a vacinação de animais domésticos. O morcego que existe na região é o frugívoro (se alimenta de frutas) e, por isso, eles não atacam outros animais, como fazem os morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue de outros animais). De acordo com o coordenador da UVZ, Ibraim Almeida, o contágio de cães e gatos acontece quando estes animais domésticos mordem morcegos contaminados, caídos no chão. “Os morcegos sadios não são encontrados caídos. Eles se movimentam no ar, principalmente, no amanhecer e no final do dia, quando está escuro. Por isso, a orientação à população é para que, se encontrar algum morcego com hábitos diurnos ou caído no quintal, não tocar neste animal em nenhuma hipótese e acionar a UVZ para fazer a remoção”, destaca o coordenador da UVZ. O animal não pode ser tocado, nem mesmo para afastamento do local, uma vez que o ato de pegar o morcego pode ser fonte de contaminação. O telefone da UVZ é (19) 3897-3312.

Neste ano, Hortolândia registrou um caso positivo de Raiva canina, na região do Jardim São Sebastião. O cão, sem raça definida, com dois anos de idade, nunca havia sido vacinado contra a doença. Após apresentar alteração no comportamento, como apatia (tristeza), andar cambaleante e emagrecimento, o animal foi atendido por veterinário de estabelecimento particular. O caso apresentou rápida evolução para paralisia dos quatro membros, com a manifestação de outros sintomas neurológicos. Os donos optaram por sacrificar o cão.

Quem ainda não vacinou o animal de estimação, deve procurara a UVZ e garantir a imunização. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Para isso, é preciso levar o animal ao local, que fica na rua Atanázio Gigo, nº 60, no bairro Chácaras Recreio 2000, e apresentar a carteira de vacinas do bichinho para a dose ser anotada.

Tanto os cães quanto os gatos devem ser levados presos em coleiras. Além disso, os cachorros de grande porte ou ferozes devem estar, também, de focinheira, o que, inclusive, atende a recomendação prevista em legislação de posse consciente e evita acidentes com mordedura. Já os gatos, que são animais ariscos, podem ser levados em caixas específicas para transporte de animais. Na falta desta caixa, o bichano pode ir na divisória de baixo de um carrinho de feira, por exemplo, preso pela grade de separação da parte de cima.

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